quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Viagem no Espaço e a Máquina do Tempo


Prepare-se para iniciar uma fantástica viagem através do tempo e do espaço.Você vai conhecer a magia dos mistérios de galáxias, estrelas e outros universos. Você vai descobrir a vida em mais de 1000 planetas e mergulhar no incrível oceano da criatividade e fantasia da sua mente. E desse modo perceberá que todos temos uma poderosa máquina que nos transporta através das épocas. No livro Viagem No Espaço E A Máquina Do Tempo a imaginação, o passado e o futuro se encontram em um único momento : o agora.


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JM JAMILA MAFRA

#livro   #viagemespacial   #poesia   #infantojuvenil  


Dor Invencível (uma poesia da autora Jamila Mafra)


Ter amado você
É uma lembrança inesquecível,
Não poder mais te amar
É uma dor invencível,

Você me segue com olhos
Com o pensamento,
E essa distância
Ainda não é suficiente
Para apagar toda a lembrança

Achei a roupa que eu usava
Quando você estava comigo,
Infelizmente o tempo passa
Voltar no tempo é impossível!

Ficar contigo era improvável,
E apesar de ser difícil
Aproveitamos os segundos
Pra não ficarmos tão sozinhos

Os motivos foram vários
Para não ficarmos juntos,
O tempo é mesmo ordinário
Passa e acaba com tudo.

Ter amado você
É uma lembrança inesquecível,
Não poder mais te amar
É uma dor invencível. 

JM JAMILA MAFRA

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Androide Brian, um conto de Ficção Científica do livro "Histórias do Amanhã, As Cidades Submersas"

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS À AUTORA.

ANDROIDE BRIAN FAZ PARTE DO LIVRO HISTÓRIAS DO AMANHÃ, AS CIDADES SUBMERSAS DA AUTORA JAMILA MAFRA
 
Em 1970 um grupo de cientistas americanos iniciou um projeto secreto de construção de cinco robôs androides. E isso com o objetivo de formar uma família artificial com esses robôs que tinham a perfeita aparência humana, não somente por fora, mas também por dentro, e assim inseri-los no convívio social. Possuíam todos os órgãos exercendo funções semelhantes aos originais. Cinquenta anos depois do início do projeto esses perfeitos androides estavam prontos, tinham artificialmente todos os sentimentos e demonstravam todas as emoções tais quais o fazem os seres humanos, junto com os quais viveriam. Eles viveriam em uma casa preparada especialmente pra eles habitarem tal qual uma família normal.
Estavam perfeitos, os cinco! Os dois androides com aparências mais maduras que representariam os pais, havia ainda dois androides adolescentes, um rapaz e uma moça, e por fim o androide mais novo, o caçula dos três filhos.
Tudo neles era muito igual aos seres humanos, com exceção apenas dos ossos que eram de aço.
Eles podiam até comer e tomar banho normalmente. Nesse caso com uma pequena diferença de que a comida ao cair em seus estômagos era totalmente queimada e reduzida a vapor aspirado por eles com uma grande seringa através do umbigo. Afinal, pra conviverem entre os mortais esses robôs precisavam pelo menos fingir que comiam. Para eles também foram preparados empregos, carros, documentos, escola para as crianças e todas essas coisas que a vida humana exige. Essa família passou a se chamar família Van Huffel.
Mas androides não envelhecem, sendo assim os cientistas pretendiam deixar essa família no máximo dois anos em uma mesma cidade. E permaneceriam assim, como máquinas nômades até que seus donos dessem por concluída sua experiência. É difícil explicar, mas esses robôs tinham consciência de que eram apenas máquinas e não seres humanos, seu cérebro positrônico era simplesmente perfeito.
A família Van Huffel era monitorada 24 horas por dia. Havia câmeras espalhadas por toda a sua casa. Seus passos eram todos conhecidos pelos seus cientistas inventores. Em seus próprios corpos artificiais havia dispositivos radares para sua localização. E ao contrário do que possa parecer, esse não era mais um reality show sensacionalista, isso era sim um grupo de cientistas manipulando a vida humana através da tecnologia. Seus criadores estavam prontos para qualquer resgate imediato em caso de algum incidente. Afinal o objetivo deles era claro, inserir e observar esses androides na sociedade e analisar sua convivência com os seres humanos e o comportamento desses seres biológicos diante do que não parece ser mecânico.
Oito horas da noite a família Van Huffel estava ao redor da mesa esperando que dona Lucy servisse o jantar; Edward o pai, Junior o caçula, Brian o rapaz e Mara a moça. Cada um já tinha o seu destino decidido. As crianças foram matriculadas na escola da cidade, Lucy como é de praxe, fora programada pra ser uma excelente dona de casa, o grande patriarca da casa, senhor Edward, era um grande executivo de uma empresa com filial na cidade vizinha.
– Espero que todos gostem do cardápio de hoje! Eu fiz macarronada italiana! Tenho certeza que todos aqui vão lamber os lábios! – Lucy disse enquanto colocava a bandeja de macarrão na mesa.
Todos olharam animados para a macarronada, até sentiam o gosto, imitação perfeita do paladar!
Depois do jantar Lucy e Edward sempre beijavam e abraçavam os filhos com um sorriso e um desejo de boa noite! 
Nesse caso a humanidade estava mais condicionada à atitude do que aos fatores biológicos.
Brian tinha uma grande vantagem na escola, devido ao seu incrível cérebro ele podia gravar todo o conteúdo dos livros. Assim era o aluno nota dez da sala, e isso em todas as matérias! Mas um mortal comum não é perfeito, mesmo os mais gênios têm os seus pequenos erros, questão de décimos. Assim, de vez em quando ele errava de propósito pra ninguém desconfiar, é óbvio. Mas também suas notas nunca eram abaixo de 9,5.
Ele era um rapaz muito enturmado com os colegas, sua genialidade não atrapalhava em nada seu relacionamento com todos ao seu redor. Em sua classe estudava Tayli, uma garota diferente das outras de sua idade. Ela vivia sempre sozinha aonde quer que fosse, era séria, afastada dos outros colegas. Na escola, quando não estava dentro da sala de aula, estava sentada no banco do pátio lendo um livro.
Apesar de já conviverem algum tempo, Brian mal percebia a presença de Tayli. Não era pra menos, um rapaz com tanta influência e popularidade na escola realmente não notaria a ignorada presença de uma moça que fazia questão de ser ignorada. No entanto, tudo tem a sua hora de mudar. Em mais um dia daqueles em que os corredores estão bem movimentados Tayli e Brian se esbarraram, fazendo com que os livros dela caíssem no chão.
– Oh! Desculpe, moça! Deixa que eu pego seus livros pra você! – Brian disse recolhendo os livros do chão em seguida.
Depois de ter seus livros de volta em mãos ela agradeceu com voz desanimada:
– Obrigada, Brian.
Ela seguiu seu caminho adiante e ele seguiu o dele. No dia seguinte na hora do recreio, depois de tanto tempo foi então que Brian percebeu que Tayli estivera sempre afastada, sozinha num canto. Por algo que talvez possamos chamar de instinto, ao vê-la ali sentada naquele banco lendo um livro, sentiu vontade de estar ao lado dela, e sem pensar duas vezes se aproximou e então se sentou ao lado de Tayli.
– Sempre sozinha nesse canto, Tayli! Por que não se junta a seus colegas? Venha comigo, vou enturmá-la! – convidou-a sorrindo.
– O que é isso, Brian? Durante meses você sempre passou por mim aqui nesse mesmo canto e nunca me disse nem mesmo um oi. Que interesse repentino é esse na minha solidão? Sou tão diferente de todos, não temos nada em comum, já houve até quem me dissesse que eu não era gente! Eu sempre fui assim e é assim que eu prefiro estar! Aproveito o tempo livre para aprender lendo os meus livros. Os outros acham que o que eu digo é loucura! – ela respondeu-lhe. 
– E o que você diz?
– Aí é que está o mais estranho! Eu quase não digo nada! Sabe, agora acho você mais estranho do que eu – salientou.
– E por que acha isso?
– Ora, Brian, você é a primeira pessoa que fala comigo por livre e espontânea vontade, e também o único a ser gentil comigo até agora. Se eu tivesse esbarrado em outra pessoa com certeza seria xingada. Então me conte, qual é o seu segredo para tirar nota dez em todas as provas? – questionou curiosa.
– Tayli, isso é muito simples, eu tenho um cérebro positrô...... – Brian interrompeu a frase percebendo a gafe.
– Você tem o quê? Eu ouvi você dizer que tem um cérebro positro alguma coisa!
– Oh, não, Tayli! Eu quis dizer que meu cérebro é como se fosse eletrônico. Eu sou um gênio, esqueceu? – gabou-se.
– Ah, sei! Seu QI é maior que o de Einstein! – reconheceu irônica.
Esse foi apenas o início de uma sólida amizade que se iniciou entre esses dois jovens cheios de expectativas pro futuro. Tayli continuou sentada no banco do pátio sempre lendo seu livro, com a diferença de que agora ela tinha uma companhia, Brian! Dos outros colegas ela não conseguiu se aproximar, mas dele sim, talvez porque os outros não a compreendessem tanto quanto ele a compreendia.
Um dos milagres dessa amizade foi o fato de que antes Tayli só saía de casa para ir à escola ou então ao museu e planetários. Dessa vez ela aceitou algo menos formal, ela saiu com Brian para o shopping center e depois foram até ao cinema. Obviamente ela continuava a preferir seus museus e passeios educativos, mas eles revezavam, afinal, quando se está com quem se gosta todo lugar é divertido.
Entretanto no meio dessa história toda algo muito preocupante estava acontecendo. Há muito tempo um grupo de cientistas rival investigava o projeto secreto sobre a construção dos androides, e armaram todas as estratégias para descobrir onde essas cópias artificiais de seres humanos seriam colocadas, e isso com o objetivo de capturá-las e constatar como essas perfeições mecânicas funcionavam e, claro, fazer muitas outras delas. Por fim acharam a cidade que talvez essa família de máquinas estivesse vivendo, tiveram que observar por muito tempo os habitantes da cidade até localizá-los, porém só teriam um problema: por serem tão parecidos com seres humanos como saberiam quem eram as máquinas e quem eram os pobres mortais? Concluíram que seria simples identificá-los, pois os robôs não tinham sentimento e com certeza deveriam ter um comportamento estranho e diferente dos demais a sua volta. Assim no andar de suas investigações, principalmente nas escolas, desconfiaram que Tayli seria um dos androides, por vários meses a investigavam na escola, seguiam-na, e suspeitavam que toda sua família fosse de metal. E tudo isso porque consideraram-na estranha e diferente dos demais a sua volta. Realmente a única a ter tais comportamentos.
Em uma dessas noites de céu estrelado, sentado na escada da varanda Brian conversou com seu pai. Sempre pronto pra ajudar os filhos no que precisassem o senhor Van Huffel não relutou nem mesmo por um minuto e prontamente se propôs ouvir seu filho naquele momento.
– Pai, sei que somos apenas máquinas, mas às vezes eu gostaria de ser humano. Eles se comovem tão facilmente com tudo. Gostaria de saber como é sentir emoções de verdade. Não queria ser apenas um robô! – Brian lamentou.
– Sabe, Brian, existem verdades que contrariam a nossa própria natureza de aceitação.
Onde eu trabalho, por exemplo, existem pessoas que não gostam de ser o que são. Estão sempre reclamando de tudo. Os subordinados querem se tornar chefes, e os chefes dizem que é uma carga exaustiva ser chefe. Meu filho, cada ser foi feito pra ser o que é. Nós somos máquinas e temos que aceitar essa condição e cumprir nosso propósito – consolou-lhe o pai.
– Mas por que somos obrigados a aceitar isso?
– Não escolhemos existir porque fomos fabricados. Somos apenas máquinas! Entenda isso, Brian!
– Sabe, pai, na escola percebi muitas coisas. E observando percebi que nós robôs somos controlados pelos programas eletrônicos de nosso cérebro positrônico, feito por nossos inventores, e os seres humanos são controlados por seus próprios conceitos de comportamento. Tem uma colega minha que tem um comportamento estranho aos olhos de todos os colegas e ela me disse que já houve quem dissera que ela não era gente!
– Sim, Brian, você tem razão. Nós robôs somos obrigados a ser assim porque fomos programados pra isso, mas os seres humanos têm o privilégio de mudar e tomar suas próprias decisões, e muitos, ainda assim, preferem não escolher ou simplesmente se conformam. Se tornam escravos da aceitação – Edward afirmou.
– Os seres humanos erram, e nós fazemos tudo certo de acordo com nossa programação. Ao menos não precisamos sofrer o pesar do arrependimento de não poder voltar atrás depois de uma atitude má – Brian conclui seu pensamento.
Um belo dia Brian convidou Tayli pra comer pizza num restaurante do shopping, lugar onde mais iam juntos, já estavam até dizendo que os dois estavam namorando, e ele cometeu mais um de seus deslizes. Desajeitado do jeito que era ao invés de cortar a fatia da pizza "cortou" o dedo, quero dizer, passou a faca afiada no dedo, Tayli ao perceber deu um grito:
– Brian, você cortou o dedo! Está tudo bem com você?
– Oh, meus céus! Cortei o dedo e nem percebi!
– Não percebeu? Está doendo? Que estranho, seu dedo não está sangrando! Nossa! Pelo jeito que você passou a faca no dedo parecia que era um corte profundo.
– Oh, não se preocupe! Não foi nada! A faca passou de leve, foi impressão sua – desconversou.
Naquela noite Tayli voltou desconfiada pra casa, até comentou o fato com sua mãe:
– Mãe, hoje aconteceu uma coisa tão estranha com o Brian. Estávamos na pizzaria do shopping, ele foi cortar a pizza mas acabou cortando o dedo, eu tenho certeza que eu vi a faca praticamente serrar o dedo dele, mas não aconteceu nada, o dedo ficou intacto, não sangrou nenhum pouco. Pra senhora ter uma ideia nem a marca da faca não ficou no dedo dele! Acho que ele realmente não é desse mundo!
– Tayli, minha filha, vai ver você pensou ter visto o que na verdade não viu! A faca não deve ter encostado no dedo dele. Acho melhor você ir pra cama dormir. Descansa essa cabeça, menina! – sua mãe esclareceu-lhe.
E não foi só esse episódio que deixou Tayli desconfiada, uma série de contradições ditas pelo próprio Brian a deixara confusa. Mas mesmo assim, fosse ele de outro mundo ou não, o que realmente importava pra ela era que com Brian ela descobrira o que significava ter um amigo verdadeiro.
Naquela linda manhã de primavera excepcionalmente dona Lucy levou as crianças de carro pra escola. Logo que chegaram, Brian avistou Tayli na entrada da escola a sua espera.
O sinal de entrada tocou, mas os dois adolescentes entusiasmados continuaram lá conversando no gramado da escola. De repente, sem mais nem menos, quando apenas os dois estavam ali, um carro preto parou diante deles, uns caras estranhos saíram do carro, um deles se aproximou de Tayli e abordou-a com as seguintes palavras:
– Garota androide, fique quieta e nos acompanhe no carro agora! Já sabemos que você é um robô!
– O quê? Que história é essa de robô? Eu não sei do que você está falando! Eu sou um ser humano, veja!
– Oh, sim! Você foi programada pra acreditar que é gente! – disse segurando-a pelo braço.
– Deixem-na em paz, eu sou o robô e não ela. Sou eu que vocês querem, levem-me! – Brian defendeu-a quase gritando.
– Que lindo, o namoradinho apaixonado defendendo a namorada máquina! Acorde, rapaz! A sua namorada não é nada do que você pensa. E não grite senão eu atiro, com licença!
Os homens estranhos pegaram Tayli pelo braço, colocaram-na no carro e levaram-na embora. Brian ficou um tanto quanto desesperado, pois sabia que agora sua própria família estava em perigo. Ele olhou ao redor, praticamente para todos os lados, não viu nada além do ônibus escolar parado com o motorista cochilando, havia deixado os alunos lá ainda pouco. Sem mais alternativas Brian expulsou aos empurrões o motorista de seu lugar, tomou o controle do ônibus e seguiu os sequestradores pela estrada.
Dentro do carro com os sequestradores a pobre moça quis saber:
– Poderiam pelo menos me dizer qual é o motivo do sequestro?
        É lógico que podemos. Um grupo de cientistas construiu uma família de androides, e então descobrimos que você e sua família são esses androides. Primeiro capturamos você e depois será sua família. Já estávamos de olho em você há muito tempo.
– E por que acham que eu sou um robô?
– Você era a mais diferente de todos! Agora cale a boca! Vamos seguir para o laboratório onde veremos do que você é feita.
– Essa não! Já estão me chamando de robô! – ela exclamou consigo mesma.
Brian seguiu em desespero aquele carro. A polícia perseguia o ônibus que ele dirigia pensando se tratar de roubo.
Os sequestradores levaram Tayli para o laboratório e colocaram-na em cima de uma mesa de cirurgia. Amarraram-na na cama enquanto ela gritava. Eles queriam abri-la, ver como ela funcionava por dentro. Brian invadiu o local do laboratório, com o ônibus ele atravessou as grades que cercavam o local, com seus punhos de aço encheu os guardas de soco e entrou.
Ao chegar lá flagrou o momento em que Tayli gritava:
– Eu não sou um robô! Eu não sou um robô!
– Parem! Não toquem nela! Eu sou o robô! Eu é que não tenho sentimentos, não tenho vontade própria. Fui programado pra ser o que sou e fazer o que meus donos querem que eu faça. Não tenho liberdade porque fui fabricado. Mas hoje pela primeira vez farei algo que não estava na programação. O androide sou eu. Vejam! – Brian declarou.
Diante de todos que ali viam a cena Brian desencapou vários fios que haviam no chão e segurou-os provocando um choque elétrico em si mesmo. Antes ele ainda gritou:
– Assistam agora a morte de um robô!
Foi realmente terrível! Ele se explodiu em mil pedaços! Sua cabeça foi para um lado, seus braços para o outro. Foi possível ver todos os fios e ligações eletrônicas que haviam dentro dele. Naquele momento todos ficaram estarrecidos. Imediatamente os sequestradores soltaram Tayli e fugiram do local, eles gritaram:
– Oh, céus! Ele era o robô! Vamos correr, a polícia está aí!
Porém quem mais sofreu ao ver essa cena foi Tayli. No começo ela não entendeu nada, mas ao ver seu único e melhor amigo explodir, virar fumaça diante dela, sua face empalideceu e ela entendeu que na verdade nunca tivera alguém ao seu lado. A pessoa que ela já amava não era uma pessoa, era máquina. Chorando Tayli se aproximou dos restos de seu amigo e de joelhos segurando a cabeça dele exclamou:
– Brian, meu amigo, o que aconteceu? Isso não pode ser verdade! Você era só um robô! Mas você parecia ser tão verdadeiro, a pessoa mais verdadeira que conheci na minha vida! Isso é pior do que a morte.
Foi difícil as pessoas acreditarem nessa história. Pra polícia então nem se fala. Mas Tayli teve que seguir em frente mesmo sabendo que aquele que ela amava talvez nunca tivesse existido. Ela escreveu em seu diário:
"Para os outros o Brian foi só um robô, mas pra mim ele foi o ser mais humano que eu já conheci. Ele me ensinou o que é a verdadeira amizade, a alegria e o amor. Ele me ensinou a ser feliz. E ele estará sempre vivo na minha lembrança e no meu coração!

JM JAMILA MAFRA


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Romance Nova York Para Sempre, Um Amor Para Recomeçar!Lançamento 2017, Editora Ascension.



Editora Ascension
http://www.editoraascension.com/autores

Meu novo livro, um romance que será publicado pela editora Editora Ascension. Em breve nas livrarias e Bienal Internacional do Rio 2017. Um abraço à todos os meus leitores e amigos!!!!
Queridos Leitores, curtam a página do livro no facebook:

https://www.facebook.com/novayorkparasempre/


       SINOPSE:
        A jovem Christine Müller tinha o grande sonho de ir embora para os Estados Unidos da América, e quando finalmente chega ao seu destino tão desejado, vive os mais incríveis momentos de alegria, dúvidas, dor e realizações.
        Em Nova York City ela começa a trabalhar como babá na casa da família Olsen, onde encontra pela primeira vez seu grande e raro amor Eric Preston, um empresário próspero e feliz que administra a empresa dos pais. No entanto, após enfrentar a maior perda e tristeza de sua vida, ele se torna um homem amargo e solitário, quase incapaz de reviver o amor.
        Christine conquista o coração de Eric que o tempo todo se mostra resistente, sempre fugindo de seus sentimentos, afinal amar não é algo tão simples assim, isso porque os obstáculos precisam ser vencidos e toda a dor deve ser superada.
        Em Nova York Para Sempre você descobrirá Um Amor Para Recomeçar.
        Embarque nesse romance apaixonante.
        EM BREVE...

Livro Um Amor e Um Amigo, da Autora Jamila Mafra! Primeira Edição Esgotada!


 Site da autora: http://jamilamafraescritora.blogspot.com/
  Página do Facebook do livro: https://www.facebook.com/milla.mafra.37
  Instagram; https://www.instagram.com/jamilamafraescritora/

Olá, queridos leitores! Esta edição do meu primeiro romance já está esgotada! Mas em breve haverá uma nova tiragem com cenas novas, capa nova e tudo novo!!!
Um abraço e obrigada!!!!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ENSAIO COMENTADO PELA ADVOGADA E ESCRITORA JAMILA MAFRA SOBRE A OBRA A DESOBEDIÊNCIA CIVIL, DO FILÓSOFO HENRY DAVID THOREAU


ENSAIO COMENTADO POR JAMILA MAFRA SOBRE A OBRA A DESOBEDIÊNCIA CIVIL, DO FILÓSOFO HENRY DAVID THOREAU 
 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ   

              A imposição do costume e da ausência de suficiência autonômica gera a necessidade da existência de um governo superior e hierárquico nas civilizações modernas, assim como nas antigas. Seja esse governo por eleição ou por herança monárquica, ou qualquer outro sistema de escolha, a construção de um Estado responsável por seus habitantes se torna inevitável para a satisfação geral.
             A incapacidade dos seres humanos de governarem a si mesmos através da inteligência e bom senso se torna evidente a partir deste momento em que as sociedades se apresentam cada vez mais em desordens de todo tipo, sobrecarregando o poder judiciário de processos que trazem a promessa de resolverem seus problemas e maus negócios, e também o poder público a quem procuram para resolver seus problemas de desemprego, falta de saúde, moradia, entre outros. Boa parte da culpa por tal incapacidade das populações é do próprio Estado que promete a sociedade em suas leis milhares de direitos e benefícios que quase nunca consegue cumprir mesmo arrecadando bilhões em dinheiro através da cobrança de impostos e tributos. A Anarquia propõe que cada um governe a si mesmo, não sendo necessário, portanto, que exista um sistema complexo de leis e governantes que controlem a sociedade.
         O ideal seria que o Estado interferisse o mínimo necessário na sociedade, mas o totalmente inverso é o ocorre, percebe-se que a interferência do Estado é cada vez mais forte em todos os âmbitos da vida civil e particular das pessoas. Tal situação gera inevitavelmente uma condição de servidão por parte da população que continuará dependente de governantes que lhes ditem as regras.
            Tal incapacidade de se autogovernar acarreta para a população uma perda parcial de sua liberdade, pois se torna totalmente submissa às vontades e ideias de um governo que nem sempre é justo, de um governo que dita suas leis financeiras como bem entende sem levar em consideração a realidade social. É por este motivo que surgem os governos ditadores e totalitaristas, à medida que a população recua e se submete os maiorais com ânsia de poder e status conseguem chegar aos mais altos cargos de governos e então assumem o controle das nações estabelecendo suas leis, regras e padrões absolutistas. Assim, os ciclos históricos das formas de governo se tornam um círculo vicioso, que oscila entre períodos de ditaduras cruéis e democracias falidas, como ocorreu no Brasil.    
                  Em uma democracia os legisladores são, ou pelo menos deveriam ser, representantes do povo, mas de um modo geral não representam ninguém, a não são ser seus próprios ideais, uma vez que o povo que o elegeu não toma nenhuma decisão conjunta como por exemplo uma lei é decidida ou aprovada.
                 Embora bem intencionada, a própria população que muitas vezes maldiz as injustiças cometidas pela má administração do Estado é a responsável por sustentar e manter o governo deste Estado como se encontra. As classes empresariais e comerciais brasileiras, por exemplo, que são umas das maiores vítimas da elevada carga tributária, são as classes que mantêm a injustiça e assistem de cabeça baixa a expansão da ditadura financeira que as submetem. A manifestação oral de indignação e descontentamento por uma injustiça não surte efeitos, a ação e atitudes eficazes daqueles que reconhecem o erro é necessária para que alguma mude ou melhore. A população injustiçada que é a maioria é fraca, e a minoria que são os legisladores e demais governantes corruptos e desinteressados pelos assuntos do povo são fortes. Se ao menos um habitante tivesse a coragem de fazer diferente, e agir de acordo com o que sabe ser justo, independentemente do que diz a lei, a própria lei seria modificada, assim disse Thoreau “Pois não importa quão limitado possa parecer o começo: Aquilo que é bem feito uma vez está feito para sempre!”
                 Se todas as pessoas se unissem em comum acordo para não fazer ou não cumprir determinada obrigação imposta pelo Estado, como por exemplo, neste mês mais da metade da população não pagar os impostos, como forma de protesto, os efeitos positivos surtidos seriam mais imediatos e eficazes, ou ainda, se como protesto contra a corrupção no Brasil ninguém comparecesse às urnas pra votar a revolta e indignação por causa das injustiças dariam suas trágicas conseqüências aos governantes que não se elegeriam por falta de votos.

              O dinheiro pode desvirtuar a mente humana conforme é adquirido, pois depois de consegui-lo o único propósito lógico que surge é o de saber como gastá-lo. O ideal quando se tem dinheiro é colocar em prática os planos que se tinha quando ainda se era pobre.
            Às pessoas ricas interessa basicamente manter a condição atual do Estado que a tornou rica, praticamente uma troca de favores útil para ambos, pois um precisa permanecer no poder, e o outro precisa manter seu padrão elevado de estilo de vida e suas riquezas. Neste caso dois Estados camuflados em um só se apresentam: o Estado dos privilegiados, e o Estado dos desfavorecidos.
            De certa maneira o confisco de bens por falta de pagamento dos impostos é injusto, pois tira o direito de enriquecer do ser humano, ao perder seus bens por deixar de ter pagado um imposto exigido pelo Estado que mal lhe dá segurança, o ser humano tem sua dignidade ferida, pois o “ocioso não comerá o pão e nem vestirá as vestes do trabalhador”, a população trabalha para sustentar um governo e governantes ociosos, que muito arrecadam e pouco fazem para retornar à sociedade o que ela lhe pagou obrigatoriamente. E fazem ainda parte desse governo ocioso não somente os legisladores e membros do poder executivo, mas também uma grande parte dos funcionários públicos que administram muito mal as máquinas públicas, além de também participarem dos atos de corrupção.
           Nenhum ser humano deveria ser sujeitado às duras penas da obrigação de pagar impostos sem um efetivo retorno social por parte do governo que o arrecada, ou ainda,  não seria necessário a existência de impostos se ao invés de sermos obrigados a pagar uma quantia em dinheiro ao Estado continuássemos com esse dinheiro para que nós mesmos pagássemos nossas despesas educacionais e sociais, assim o Estado não precisaria tomar sobre si a responsabilidade de educar e curar seus cidadãos, pois os mesmos fariam isso por si. Um Estado onde todos os serviços fossem particulares e privados seria muito mais prático e funcional do que aquele em que os serviços de saúde e educação são fornecidos pelo Estado que os mantém com o dinheiro arrecadado nos impostos e tributos. Aliás, os serviços públicos no Brasil são muito mal mantidos e mal gerenciados, acarretando em enormes gastos públicos por um serviço de baixa qualidade. Os impostos deveriam ser eliminados e os serviços públicos privatizados, assim cada cidadão seria livre para usar dinheiro e pagar pelos serviços que precisa. Os serviços prestados por instituições particulares são sempre de melhor qualidade que do que os serviços prestados pelo governo. Um único imposto já seria suficiente para manter as despesas básicas do governo quando todos os serviços públicos básicos fossem privatizados e todos os outros impostos extintos. Deste modo seria construída uma nova sociedade, uma nova civilização onde cada cidadão seria capaz de governar a si mesmo nas questões sociais mais básicas.
              Para um Estado ser realmente livre e democrático o governo deve priorizar o indivíduo como a fonte primordial de seu poder, e deve ainda tratar o indivíduo com toda dignidade que esse por ser fonte de poder do Estado merece ser tratado. No entanto atualmente, tanto no Brasil como em outros países, os cidadãos são tratados como subordinados do Estado, para o qual mendigam constantemente nas filas dos hospitais seu direito a remédios, a uma cirurgia, a um atendimento. Os cidadãos são um amontoado de subordinados do Estado que mendiga a este seu direito de frequentar uma escola, uma universidade, dentro de um aglomerado de sistemas burocráticos de comprovações e atestados de pobreza e carência.
                  Como pode ser justo os governantes brasileiros, ou de qualquer outro lugar, viverem em casas luxuosas, ganharem altos salários, terem várias regalias enquanto o povo que eles representam vive em condições precárias sobrecarregados de impostos a pagar, sendo massacrados pela ignorância e dependência deste Estado administrativamente pobre? Se os legisladores brasileiros e líderes do poder executivo são representantes do povo então que viva igual ao seu povo, nas mesmas condições de salário e moradia, ou então que o povo viva igual a eles que o representam. Um reino que volta contra si mesmo não pode subsistir, e é isso que ocorre na sociedade, o povo e seus governantes estão presos a jugos desiguais, uma nação assim não pode permanecer em paz até o fim de um século sem que um enorme terremoto de revoluções aconteça.

JM JAMILA MAFRA              


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Romance NOVA YORK PARA SEMPRE! BANNER DE DIVULGAÇÃO! LANÇAMENTO EDITORA ASCENSION!



Olá, queridos leitores! Este é o banner de divulgação do meu novo romance que será publicado em breve pela Editora Ascension. Estou muito feliz! Confiram como ficou legal os slides do banner no site da editora: http://www.editoraascension.com

Obrigada.


Hello, dear readers! This is the promotion banner for my new book that will be published soon by Ascension House Publishing